Archive for fevereiro, 2011

DO OUTRO LADO DA LUA, OUÇA JÁ!

domingo, fevereiro 27th, 2011

ABRAM OS OUVIDOS E O CORAÇÃO
PRO MEU NOVO CD
“Do outro lado da lua”
Lançamento dia 13/04
Teatro Rival Petrobrás-RJ

Ouça já:

“A Natura em minha vida”

quarta-feira, fevereiro 2nd, 2011

Tudo começou quando eu tinha 13 anos lá no Piauí.
Certo dia uma colega de turma chegou à escola com os cabelos úmidos, sentou no seu lugar de costume, na minha frente. Tudo estaria como sempre se não fosse o cheiro que os cabelos dela exalavam. Era muito bom. Um cheiro de fruta, diferente de todos os cheiros que eu tinha acesso. E a pergunta foi inevitável: – Que shampoo é esse? – É da Natura. Aquelas palavras foram fortes e estão comigo até hoje, e significaram duas coisas: Aquilo era especial e era inatingível pra mim. Eu era uma menina de família simples que paquerava as prateleiras de cosméticos dos supermercados como se fosse a uma joalheria. Mas ainda assim tomei como propósito de vida achar algum “genérico”, dentro das minhas possibilidades financeiras que me desse aquele cheiro nos cabelos. Mas nunca encontrei.

Cresci num ambiente de relativo poder aquisitivo, a minha escola, a minha vizinhança, até mesmo parte da minha família, mas meus pais eram separados, eu morava com meu pai que era bancário aposentado por invalidez, então a prioridade da minha casa sempre foi escola e comida, isso nunca nos faltou. Talvez por isso minha vida tenha sido recheada de desejos de consumos “impossíveis”, e que carrego comigo até hoje como uma meta de realização, um parâmetro.

Mais tarde tive meu primeiro namorado. Ele usava o perfume Tarot. Mais uma vez os cheiros da Natura e minha vida se cruzando. Nessa época, meu sonho de consumo era um sabonete líquido de erva doce que via algumas amigas usando. Mas não consegui ter, ou talvez nem tenha tentado.

Senti o mesmo cheiro daquele shampoo, só que daquela vez no cabelo da minha prima Claudia, a minha prima predileta. Ela era perfeita. Simpática, bem comportada, organizada, bonita e cheirosa. Em algumas vezes em que fomos ao clube juntas e tomei banho em sua casa, tirei uma casquinha do shampoo dela. Era realmente uma delícia, e no banheiro às escondidas lavava os cabelos umas três vezes. Depois do banho ficava levando o cabelo ao nariz o tempo inteiro, quase como um tique nervoso. Que delícia!

Fui crescendo, fui pra faculdade e já trabalhando comprei meu primeiro item da Natura, o óleo seve de amêndoas doces. Esse óleo me acompanha há muitos anos. Foi companheiro nas noites românticas, nas duas gravidez, em todos os banhos e momentos da minha vida. Não vivo um só dia sem esse óleo. Vício mesmo.

Eu não contei, mas perdi meu pai aos 15 anos, amadureci cedo, vivi tudo antes do tempo e me tornei cantora e compositora. Comecei a cantar com 16 anos, mentindo que tinha 17, pois achava uma idade mais bonita, e depois de casar com 18 e ter minha primeira filha com 20, vim para o Rio de Janeiro pra batalhar a minha carreira. Eu sempre digo que cheguei aqui com a Clara e a coragem. Ah, eu separei aos 22.

Pra sobreviver no Rio, fui cantora de banda judaica, cantora da noite, cantora de baile, cantei em todo lugar que puderem imaginar. Tinha que estar sempre linda, maquiada e bem vestida, pronta pra batalha musical. Viver da voz parece simples e glamouroso, mas no meio dos artistas desconhecidos é uma profissão que exige muito do espírito e do corpo, além da boa aparência.

A tecladista que tocava comigo nos bailes era alérgica, só usava maquiagem da Natura e ficava fazendo propaganda, fazendo inveja, mas pra mim não era possível comprar, eu tinha aluguel e filha pequena pra criar praticamente sozinha. Meus batons eram usados até a última gota, raspava com cotonete até o final e não tinha dinheiro pra adquirir produtos bons. Teve época em que minha maquiagem se resumia a uns toquinhos e potinhos. O mais engraçado era que maquiagem era um supérfluo e ao mesmo tempo um item fundamental pra mim que precisava da beleza e da moda na profissão.

Fui à Teresina a trabalho e reencontrei minha prima Claudia, aquela prima predileta. Ela estava trabalhando na Natura, onde está até hoje, comanda pra lá de mil revendedoras. Não sei bem o cargo dela, mas é importante, especialmente por liderar moças lá do Piauí, onde emprego é difícil e a renda familiar é bem frágil.

O nome dela é Claudia Melo Pessoa. Essa querida prima, vendo o estado da minha maquiagem, não hesitou em me dar uma sacola, aliás, várias sacolas de inúmeros produtos da Natura, tudo o que puderem imaginar. Hidratantes, sabonetes, maquiagens variadas, óleos, perfumes, tudo. E me disse o seguinte: – Use e faça propaganda. Se quiser pode vender também, vai ser bom pra você. A Natura tem sido meu pai e minha mãe. Chorei de emoção, com a generosidade dela, com meu desejo de anos satisfeitos naqueles presentes. E passei a usar Natura.

Os anos se passaram, não virei revendedora e minha profissão foi se revelando promissora. Faço shows, lanço CDs, escrevo, mas a Natura me acompanha sempre. Casei novamente e tenho quatro filhas, duas enteadas e duas da minha barriga. Clara, Nina, Luiza e Mariana. Todas usando Natura.

Hoje tenho 37 anos, uso a linha Chronos, claro, os hidratantes, as maquiagens, os sabonetes, perfumes, e além de tudo isso sou fã dessa empresa, pelo conceito, pela proposta e pelos produtos.

Quem me vende os produtos hoje é minha manicure, Maria, que é a melhor vendedora que conheço. Ela não me pressiona, só me apresenta e eu como fiel compradora adquiro todas as novidades. Conheço cada produto, cada linha, cada lançamento, ela me explica tudo. A Maria veio da Bahia pro Rio de Janeiro trabalhar como doméstica, sem salário, quase um trabalho escravo. Ela se libertou disso tudo. Faz unhas e cabelos em domicilio e vende Natura. Ela mora bem, na Zona Sul do Rio de Janeiro, frequenta teatro, cinema, restaurantes e viaja muito. Um exemplo de mulher, de superação.

Bom, meu nome é Patricia Mellodi, sou cantora, compositora, mãe, sou do Piauí e sou fã da NATURA.