Archive for abril, 2010

AS 7 PROFECIAS MAIAS

segunda-feira, abril 19th, 2010

Os Maias viveram na terra por volta 2000 a.C. a 250 d.C e deixaram para nós, os habitantes do planeta terra de hoje, uma mensagem escrita em pedra que contém 7 profecias. Uma parte de alerta e outra de esperança. A mensagem de alerta profetiza o que vai acontecer nesses tempos em que vivemos. A de esperança fala sobre as mudanças que devemos efetuar para impulsionarmos a humanidade para uma nova era, a era da mulher, a era das mães, da sensibilidade.

Acho que todos estão sentindo esse clima de apocalipse, de fim de mundo. São desastres naturais enormes e um atrás do outro. A terra está mais quente a cada ano. Em compesação o homem anda mais espiritualizado, mais conciente que somos parte do todo.

Coincidências existem?

A primeira profecia fala sobre o final do medo. Diz que o nosso mundo de ódio e materialismo terminará no sábado 22 de dezembro do ano 2012. Neste dia a humanidade devera escolher entre desaparecer do planeta como espécie pensante que ameaça destruir o planeta ou evoluir para a integração harmônica com todo o universo. Compreendendo que tudo está vivo e consciente, que somos parte desse todo e que podemos existir em uma era de luz.

A 2ª profecia anunciou que o comportamento de toda a humanidade mudaria rapidamente a partir do eclipse solar de 11 de agosto de 1999. Naquele dia vimos como um anel de fogo que se recortava contra o céu, foi um eclipse sem precedentes na historia pelo alinhamento em crus cósmica com o centro da terra de quase todos os planetas do sistema solar. Eles se posicionaram nos 4 signos do zodíaco que são os signos do 4 evangelistas, os 4 guardas do trono que protagonizam o apocalipse segundo São João. Além disso, a sombra que a lua projetou sobre a terra atravessou a Europa, passando por Corsovo, depois pelo Oriente Médio , Irã, Iraque e posteriormente dirigindo-se ao Paquistão e a Índia . Com a sua sombra ela parecia prever uma área de conflitos e guerras.

A 3 ª profecia diz que uma onda de calor aumentará a temperatura do planeta provocando mudanças climáticas, geológicas e sociais de magnitudes sem precedentes e a uma velocidade assombrosa.

A 4ª profecia Maia diz que o aquecimento do planeta, causado pela conduta antiecológica do ser humano e por uma maior atividade do sol, causará o derretimento do gelo dos pólos. Se o sol aumentar seus níveis de atividade acima do normal haverá uma maior produção de ventos solares, mais erupções maciças desde a coroa do sol, um aumento na irradiação e um incremento na temperatura do planeta.

A 5ª profecia diz que todos os sistemas baseados no medo sob as quais está fundamentada a nossa civilização se transformarão simultaneamente com o planeta e com o ser humano, dando lugar a uma nova realidade de harmonia.

A 6ª profecia Maia fala que nos próximos anos aparecerá um cometa cuja trajetória colocará em perigo a própria existência do ser humano.

A 7a profecia nos fala do momento em que o sistema solar, em seu giro cíclico, sai da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Ela nos fala que nos 13 anos que vão desde 1999 até 2012, a luz emitida desde o centro da galáxia sincroniza todos os seres vivos e permite a eles concordar voluntariamente, com uma transformação interna eu produz novas realidades e que todos os seres humanos têm a oportunidade de mudar e romper suas limitações através do pensamento.

A BEIRA DOS QUARENTA

quinta-feira, abril 15th, 2010

ESCREVI ESTE CONTO FICCIONAL COM TODO CARINHO E RESPEITO ÀS MULHERES QUE FAZEM QUARENTA ESTE ANO.

De Patricia Mellodi

De repente ela se viu com quase quarenta anos. Como foi que aquilo aconteceu? Um dia desses fez quinze, e agora despudoradamente tão próxima dos “enta”.

Como pesava, como doía e desestruturava aquele aniversário que se aproximava. Ninguém na verdade lhe dava a idade que tinha. Por conservar gestos de menina, muitas vezes davam-lhe no máximo trinta e poucos. Mas não era o que os outros diziam que lhe revirava as idéias, era a identidade que vez ou outra tinha que sacar da carteira por alguma exigência burocrática e a lembrava como um insulto que o tempo passa. E por mais que os amigos tentassem lhe convencer de que isso não mudaria em nada sua vida, ela “sabia” que não era bem assim.

Na verdade ela se deu conta do seu drama um dia no trabalho, quando alguém lhe perguntou a sua idade e ela mentiu: – Tenho trinta e cinco! – Ridícula! Repetiu para si mesma em silêncio. Por que eu menti? Não havia a menor necessidade para isso! Tudo bem, não havia necessidade se a pergunta não tivesse vindo de uma menina de vinte e três com carreira meteórica na empresa, e se não viesse acompanhada de: – Você nem parece ter isso! Malditas meninas de vinte que brotavam do nada no mercado de trabalho, tomando o lugar de competentes mulheres maduras, quer dizer, “velha”, como ouvia de si mesma. – Será que ainda sirvo pro cargo, ou estou velha? Velha, Velha Velha…Pensamento infame. Ela ainda estava longe de onde queria chegar profissionalmente. Daria tempo?

Nunca se achou feia, desinteressante, muito pelo contrário, mas vivendo àquela TPM dos quarenta, parecia que tudo estava despencando. Enxergava rugas invisíveis, barriga nas costas e celulite até no nariz. – Nada que um bom cirurgião plástico não resolva! Dizia pro espelho. Mas o problema é que na cabeça daquela mulher, a partir dali, daquele aniversário, era ladeira abaixo.

E o pior não era isso, era àquela urgência de viver como se o mundo fosse acabar amanhã. Tudo ficou mais lento, nada tinha o mesmo ritmo que ela. Como àquelas pessoas se contentavam em viver uma vidinha tão parada, tão medíocre? E o marido? Pobre parceiro! Parecia aos olhos dela, andar a passo de tartaruga. Gostava de fazer as mesmas velhas coisas, mantinha os mesmos hábitos de sempre, não inventava nada novo, tudo permanecia como sempre foi. Ele definitivamente não chegava junto, não fazia parte daquele momento, estava longe disso. – Ele é homem, eu não, eu sou mulher, a vida é bem mais cruel com a mulher! Pensava movida por uma ponta de raiva e despeito diante daquela tranquilidade. -Vou te trocar por dois de vinte! Pensava mais forte provocando,jogando baixo, por ele não escutar seus pensamentos, sua fome.

Nunca confessou a ninguém abertamente a verdadeira razão da sua agonia, alíás, até para ela aquilo era um mistério. – Eu preciso de sexo, de fogo, de novidade, de loucura! – Confessava calorosamente às amigas sob olhares atônitos. – Eu preciso de alguma coisa diferente. Eu quero ter prazer! Ela precisava dar vazão àquele corpo ainda jovem. Mas não era muito compreendida. Tinha amigas mais ou menos da mesma idade, mas muitas delas nem casadas eram ou tinham filhos. Os dramas eram outros. Só se falava em relógio biológico. Esse sim era um drama real, palpável. Ela reclamava de quê? Era casada, bonita, empregada. Devia se dar por feliz, se aquietar. O que são quarenta anos?

Terapia? Tudo bem, ela até chegava a pensar no assunto, mas o que ela não queria ouvir de ninguém era: – Calma, vai passar! -Que vai passar coisa nenhuma! Não quero que passe, quero congelar aqui nesse ponto, nesse instante!

Lia a respeito do assunto, compreendia que aquele momento era de virada, era de reformulação de vida, de mudança de postura, mas instintivamente não aceitava. Era inteligente, espirituosa, mas aquilo não tinha graça. Era uma piada de mau gosto uma mulher fazer quarenta anos. Claro que não para certas mulheres, mas para ela não combinava, não combinava mesmo e ponto final.

E com o fatídico dia se aproximando, sua desenfreada vontade de viver aumentava a cada segundo, estava tudo por um fio, seu corpo, seu trabalho, seu casamento, seu futuro. Era definitivamente o fim daqueles tempos e ela não queria morrer de véspera. Até que ouviu de uma amiga poeta: “-Quarenta anos é muito para uma mulher, quarenta e dois nem tanto.” Enfim, alguém lhe entendia.