Morte Crônica

março 19th, 2015

Desde criança eu tenho a mania de imaginar as pessoas que são importantes pra mim morrendo. Meus ídolos, familiares, amigos, “mato” todos os que amo na minha imaginação, só pra ver como me sinto, só pra ver como seria a emoção de perdê-los. (Calma, eu não me imagino assassinando ninguém, todos morrem de causa irrelevante no meu devaneio.) E faço isso até hoje. E choro muito, sinto uma falta, uma saudade enorme dessas pessoas. É bom chorar pelos nossos amados e possíveis mortos, percebê-los tão importantes em nossas vidas, só a contingência da morte dá essa dimensão. É um teste infalível de amor. Aconselho.

Quando eu era criança eu me sentia culpada por imaginar minha tia, meu pai, ou o Roberto Carlos morrendo, ficava com medo daquilo ser uma coisa ruim, de dar azar, sei lá. Mas era inevitável imaginar.

Sempre me imaginei também, desde criança, tendo uma doença terminal seguida de morte. Eu me imaginava, e ainda imagino, moribunda, mortiça, vestida numa camisola branca, deitada numa cama antiga, estendendo a mão, perdoando tudo e a todos numa despedida dramática. Rs! Pobre menina/mulher virtuosa a beira da morte… É uma imagem poderosa.

Quem estará presente no meu velório, hein? Quem vai chorar? O que vão falar? E meus amigos sentirão minha falta? Que amigos vão chorar mais? Sei que minhas filhas vão discursar. Bom, assim eu espero. Tenho feito tudo nessa vida por essas criaturas, não podem me negar uma derradeira homenagem! Será que dirão que fui uma mãe maravilhosa, que a vida não será a mesma, ou que já vou tarde? O que devo ainda fazer pra garantir meu galardão?

E o meu corpo, será que vai ser enterrado no Piauí ou no Rio? Haverá homenagem? Cortejo na Avenida Frei Serafim? Serei nome de rua, de escola? Num bairro nobre ou numa quadra escondida de um conjunto habitacional? Bem provável nem se lembrarem de mim, mas isso não tem graça de imaginar. Bom mesmo é ser uma morta célebre, e claro, com algum recurso para a cremação. Esse negócio de enterro, de cemitério é meio claustrofóbico. Está decido, metade das cinzas no Rio Parnaíba e a outra metade na Baia de Guanabara.

Morrer sempre foi algo misterioso pra mim, dramático no melhor dos sentidos, mas também um veículo de santificação. Eu sempre quis ser santa! Morto não tem defeito, é pecado falar mal de morto. Aprendi isso com a morte do meu pai. Quando ele morreu virou santo na hora. Vivo fala, dá opinião, comete erros, vivo é humano, e morto é morto, é santo. Minha mãe ficou “infezada” quando meu pai morreu, pois os defeitos ficaram todos pra ela, que estava viva, aliás, vivíssima até hoje. Quer dizer, vez por outra ela também morre na minha imaginação!Rs!

Nunca achei que morrer fosse ruim, só não quero morrer de avião, sei lá, acho que não deve ser bom. Não tenho medo da morte em si, mas da agonia que deve ser saber que não tem jeito, você vai morrer daqui a pouco, a porra do avião vai cair! Não no avião não, pelo amor de Deus! Se for quero estar bêbada e cheia de rivotril nas ideias. Só vou acordar no purgatório. Sim, devo ir para o purgatório, no mínimo. Será que vou pro céu depois de desejar a morte do Careca, o dono do bar em baixo do meu prédio? Um diabo desses só morrendo! Maldito pagode de domingo!

Dizer que vai morrer é umas das ameaças mais covardes. Você está certo na sua reinvindicação, mas diante da sua mãe dizendo: “- Eu vou morrer, você vai me matar!” A culpa é instantânea. Os mais velhos são os mais competentes nesse tipo de ameaça, não falam nada, só põem a mão no peito. A briga cessa na hora, você não tem razão de nada diante de alguém que pode morrer a qualquer momento e por sua causa. Mas covardia total mesmo é que essa coisa de que morte não tem dia, não tem hora pra ninguém.

A gente vive como quem vai morrer, e morre como se ainda fosse viver. Se tem vida depois da morte, já não sei, mas cultivo a crença que tenha, pois fica menos sem sentido, uma coisa justificando a outra. Pensem: Se houver vida depois da morte, os incautos que me sacanearam, vão ter o castigo merecido no quinto dos infernos, ou voltar reencarnado numa minhoca, e minha bondade e tudo mais que passei de dificuldades na terra será recompensado no reino dos céus, ou numa encarnação noutra dimensão mais evoluída. É muito bom acreditar nisso. Essa coisa de vida e morte pode ser bem interesseira, né? Pra muitos não é questão de ser uma pessoa boa em vida, é tudo só pra se dar bem depois da morte.

Eu acho a morte linda, filosófica, necessária. Saber que vai acabar faz a gente tirar mais proveito das coisas, dos sentimentos, da presença das pessoas. Mas viver é preponderante, muitas descobertas, outros amores, novas tecnologias, tudo isso nos faz desejar viver, a não ser que seja pra ver o sertanejo universitário tomar conta da Lapa, aí como diria meu irmão quando minha mãe ia tirar piolho nele: “- eu préfiru móóórrer!”

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SOBRE OS QUE VÃO E OS QUE FICAM

outubro 22nd, 2014

Para Carol Costa, Dandinha, Aurelio Melo, Gealdo Brito,Moisés Chaves e tantos outros…

Alguns partem de sua terra em busca de seus sonhos, em busca de uma vida diferente, atrás de algo que não sabem bem do que se trata, e é impossível ficar. Assim aconteceu comigo. Parti de Teresina obstinada a dar certo, uma menina de 22 anos, cheia de sonhos e super destemida. E aqui estou. Fiz muita coisa, mas não realizei tudo o que sonhava, longe disso. Mas a vida longe de casa me fez transformações incríveis, descobri o valor das coisas, a dificuldade das coisas, perdi a inocência, e fiz novos amigos, construí uma vida novinha em folha a partir de mim mesma, sem pedigree, e sem carta de referência. (O que foi muito difícil, pois trouxe comigo a ingenuidade, as manias e os defeitos de fábrica). Acho que representei bem minha terra, e tenho orgulho dessa caminhada, que foi e é bonita. Mas os sonhos não param…

Agora que fiz as pazes com minha busca e com meu passado, retorno a Teresina com outro espírito e com muita fome literalmente. (Sinto saudades no estômago!) E vejo os amigos que ficaram. Tudo o que realizaram e sua importância.

Vejo que o Aurélio, meu maestro soberano do Piauí, conseguiu sua orquestra sinfônica, faz um trabalho lindo! (Que coisa incrível!!!!!), vejo a Carol Guerreira (minha grande amiga de vida), que veio brilhou e voltou puxada pelo cordão umbilical. Delicada e doce como sempre embalando as noites e os eventos com sua afinação única e sua voz de anjo. (Que privilégio desse povo!) Ela ficou uma mulher tão bonita! O tempo não passa pra ela, e ainda faz canções, artesanato e filhos incríveis!

Quando fui lá toquei com o Geraldo Brito, essa enciclopédia ambulante da música brasileira, sabe tudo e não guarda, ensina, repassa, devo muito a ele! Toca como ninguém, acompanha a todos os cantores locais e tem uma obra autoral significativa… Na sua calma, no seu jeitão, ele sonha, ele cria e segue sem perder a fé, sempre apaixonado pelos cantores, sempre estimulando o estudo e o conhecimento na gente. Geraldo, você é a alma musical dessa cidade.

E na balada encontro a Dandinha, nossa pop star festeira, (Ivete que nada! rs!), aquela que faz a noite de Teresina ferver, ela tem evento todo dia, como trabalha essa danada! Pasmem, com musica! E me diz que é feliz e que não quer, nem pretende sair dali.

Tem o Moisés… Ah, o Moisés… Meu primeiro e eterno produtor, aquele que primeiro acreditou no meu potencial de “estrela”! Rs! Por onde ando na Cidade Verde alguém me fala do trabalho do Moisés como professor de teatro, como ele mudou e modificou a vida de tantos jovens! (A minha também, Mocha!) E como ele é importante pra Teresina! E ainda por cima, produz, canta, atua…

E assim são vários, que vou esquecer os nomes, pois não são poucos naquela terra fértil e angustiada. Um dia quem sabe tenhamos a chance de mostrar tudo isso para o mundo.

Eu quero dizer uma coisa aos que ficaram: Como vocês são felizes e são importantes! Na visão panorâmica que a distancia me dá, com a vivência que tenho hoje, com o ego juvenil esmagado pelas experiências da carreira e da cidade grande, eu posso dizer isso com categoria. Que bom que ficaram! Pois uns vão, outros ficam, cada um segue a rota da sua alma, e todos tem uma importância enorme! Saibam que as angústias nos acompanharão sempre, onde quer que estejamos. Enquanto houver vida em nós, haverá expectativa e insatisfações, pois estamos vivos e somos artistas.

Ah, mas assim como eu posso voltar, vocês também podem vir, não tem regra e o tempo não tem tempo.

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“Quando tudo parece perder o sentido… ”

junho 19th, 2014

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FEIRA GRÁTIS DA GRATIDÃO

novembro 5th, 2013


Retornamos ao Leme para celebrar a abundância, combater a escassez, viver a gratidão em seu máximo e como sempre sorrir, doar, encontrar, compartilhar, amar.

PARA QUEM NÃO CONHECE A FEIRA

A proposta é a seguinte:

A Feira Grátis da Gratidão é uma feira onde as pessoas levam o que
quiserem ou nada, e pegam o que quiserem ou nada. Essa feira tem
acontecido cada vez mais em várias cidades no mundo e o que faz com
que ela dê certo é a confiança, entrega, gratidão e o amor. Dar por
dar, por se sentir abundante, sem esperar nada em troca. Quando se
quer e agradece o que se tem, então se tem o que se quer e se é feliz.

– O que dar?

coisas: roupas, cds, brinquedos, livros, etc. Refletir sobre se eu
preciso disso. Ou será que outra pessoa pode precisar disso mais do
que eu? O importante é desejar que o destino daquele objeto seja o
melhor para a outra pessoa.

coisas não tão materiais: abraços, dança, música, risadas, poesias,
desenhos, massagem, cafune, serviço de manicure. Somos super heróis e
temos muito a oferecer, mas muitas vezes não sabemos como.

– O que pegar?

Pegue aquilo que desejar!

Importante: Também se não souber o que dar ou não tiver nenhuma coisa,
tudo bem. Você pode dar a oportunidade para alguém te dar algo.

lembrem-se do lema: abolindo a ilusão da escassez!!!

O filme “Os amigos” e o livro “A casa de Isabel”: Uma enorme coincidência?

setembro 29th, 2013

POR FAVOR, LEIAM, É MUITO IMPORTANTE!

Ontem, num dia normal de trabalho, Clara Mello recebe uma mensagem de uma amiga com o seguinte texto:
“- Clara, tem um filme no Festival do Rio 2013 que a sinopse é igual a do seu livro, inclusive o personagem principal também chama-se Téo”.

O Filme chama-se “Os amigos” e tem direção e roteiro de Lina Chamie, com os atores Marco Ricca, Dira Paes, Caio Blat, Rodrigo Lombardi e outros. Já houve a première no festival dia 30 de setembro, e será exibido no festival nesta terça, dia 03 no cinemark. O filme “Os amigos” ganhou o Quiquito de ouro 2013 em Gramado como “Melhor Montagem”.

Daquela notícia em diante o dia não foi mais o mesmo pra Clara, a agonia de ver uma história semelhante a do seu livro no cinema foi enorme. Vamos combinar que a possibilidade de uma coisa dessas sempre fere um autor no seu ineditismo, especialmente um autor jovem começando seu caminho.

Clara não teve mais sossego emocional, e começamos a pesquisar via internet todos os releases e sinopses, trailler, fotos e etc.. Mas a coincidência era muito maior que esperávamos. Embora ambientado em São Paulo, e o livro da Clara no Rio, com inclusão de alguns personagens e com uma linguagem mais adulta, existem enormes “coincidências” na história. Um adulto solitário que a partir da morte inesperada de um amigo de infância que foi vizinho, reencontra uma velha amiga e os dois entram num estado de lembranças da infância, questionando a morte e a vida, a culpa, vários sentimentos… E da amizade nasce o amor. O Mote central é o mesmo. Tanto o livro quanto o filme trata de uma virada de ciclo da vida de Téo/Theo, personagem central, onde voltando ao passado, nas memórias de infância, ele encontra um novo caminho. Ambos, filme e livro, tem uma essência filosófica.

Mesmo não tendo assistido o filme, e julgando que a sinopse possa ser só uma parte do filme, a coincidência é preocupante. E não bastasse toda a coincidência da ideia, no twitter do filme, a foto que ilustra a página são várias crianças fazendo tecido, modalidade de acrobacia que a personagem do Livro de Clara, Isabel, faz, tendo inclusive capitulo no livro com o nome “Acrobacia aérea” com ilustração no livro.
A Jovem escritora Clara Mello, com apenas 16 anos lançou o Livro “A Casa de Isabel” em novembro de 2010 pela Editora Mirabolante. Sendo que ele foi postado no blog “ Acasadeisabel.blogspot.com.br aos capítulos desde 2009.

Sem ofensas ou acusações de forma alguma, a nossa dúvida é se a roteirista e diretora, Lina Chamie teve algum contato com o livro, ou com o blog, se alguém falou algo sobre o tema pra ela, ou se por uma coincidência absurda as duas tiveram a mesma ideia.

Bom, a melhor maneira de sabermos seria uma boa conversa, pois já é do nosso conhecimento que o registro do argumento e roteiro é de fevereiro/julho de 2010. O Livro foi postado na internet entre janeiro e dezembro de 2009 e a publicação impressa pela editora Mirabolante data de dezembro de 2010.

Infelizmente no mundo das ideias essas coisas podem acontecer, mas gostaríamos de melhores esclarecimentos. Temos tentado de forma virtual o contato com a equipe do filme, atores e outros, mas sem êxito. A Diretora e roteirista é de São Paulo, e não temos contatos pessoais dela.

Estamos levando ao conhecimento do público através desse post, pois como se trata de uma autora nova, muito jovem, e ainda desconhecida do grande público, que escreveu no seu blog quando tinha apenas 16 anos, certamente o filme feito por “gente grande” captará todos os créditos do ineditismo, enfraquecendo a obra dessa jovem e criativa autora.

O livro “A Casa de Isabel” foi lido por muitas pessoas importantes, foi adotado em escolas, e foi notícia nos jornais do Rio, como O Globo, JB e muitos outros pelo Brasil.

A pergunta que não quer calar:

SERÁ SOMENTE UMA ENORME COINCIDÊNCIA?







“TODA DIVA É TRISTE”

agosto 20th, 2013

Vim pro Rio com 22 anos, vim pra construir uma vida só minha, passar a ser a Patricia, por mim mesma, sem referências familiares, sem passado, sem a condenação genética e comportamental, sem o olhar inquisidor dos conservadores que julgavam as artes como a última das últimas opções de vida profissional, e que levaria ao fracasso com certeza. Longe das vantagens e do conforto da família respeitada, mas também livre do pessimismo e das marcas impostas pela cidade pequena. Vim pro Rio meio rebelde, sem sentimentos de raiz, só olhava pra frente, forte e obstinada como quase todo jovem. E essa obstinação tem me garantido. Foi a arte o meu caminho, e o meu canto meu passaporte. A música sempre foi muito mais que uma profissão, foi minha salvação.

É lógico que não foi fácil, tive muitas alegrias, mas todas as dificuldades previstas e mais algumas inusitadas. Aluguel atrasado, falta de colo, de apoio, medo, solidão, dúvidas, decepção, humilhação, depressão, falta de perspectiva… Mas fui superando na base da fé e da teimosia, sempre com um nariz empinado, que muitas vezes me fez passar por arrogante e convencida. Ah, Jesus, mal sabiam por aqui que ele não poderia baixar, era uma questão de sobrevivência. Eu não podia voltar fracassada. Jamais me acostumaria à velha vida. Aliás, ainda não posso. A luta nunca acaba, mal começou.

Hoje, em parte, tenho a vida que planejei. Tenho amigos e raros desafetos, muitas realizações, conhecimento profissional e o respeito que construí por mim mesma. Aqui quase ninguém sabe muito do meu passado, gostam de mim ou não, pelo o que eu me tornei. Sou Patricia Mellodi, (Aliás, Mellodi é um sobrenome que eu inventei pra mim), mãe e boadrasta, esposa, cantora e compositora, sou respeitada, tenho uma vida confortável, tenho a minha família. A família que eu criei pra mim. A que me acolhe completamente.

Mas ultimamente e nesses dias mais que nunca, especialmente pela morte da minha Tia Enedina, a que me criou, e muito bem obrigada, por tudo que pude perceber com essa morte, ver meus tios, primos, rever a cidade pelo ângulo familiar, sinto o passado de volta, me puxando pelos cabelos, acertando as contas, se mostrando forte e verdadeiro, e parte inexorável de mim. Eu tentei ser só, mas não sou, a resposta do que sou está naquele lugar, está naquela família, que é minha, com tudo o que a compõe.

Essa é a minha dor, prato dos últimos dias. Estou me vendo na câmera da verdade, revendo toda a minha vida, toda a minha história, chorando por mim, pelo meu passado, pelas minhas dores e humilhações, pelos meus “defeitos colaterais.” Mas em compensação me sentindo com a força de um gigante, por causa disso tudo também.

Era essa tal de Tia Enedina, a nossa mãe de coração, a que nos defendia, defendia até nossos piores defeitos, ela nos entendia de um jeito muito amplo, como só o amor o amor pode compreender, incondicional. Ela cansou de dizer: “- Eles são os melhores. Diante de tudo o que passaram, eles são maravilhosos.” Ela nos amou incondicionalmente. Entristecia, mas não julgava nunca. E ficar sem essa presença física, mesmo que distante, ausente, falta um pedaço de mim, falta a segurança, aquela da infância, aquela que me fazia dormir com um copo de leite quente…

– Por que você tá sofrendo tanto? -Você não é disso! – Cadê o humor? Pois é, meus amigos, vocês não sabem muito de mim… – Eu nem te conto, amiga… São tantas coisas que montam essa pessoa, essa artista aqui. Nem sei se minha arte é tão grande, se vai ficar pro futuro, sigo trabalhando, mas posso garantir, tenho um passado de diva, e toda Diva é triste.

UMA CARTA PRA TIA ENEDINA, A TIA QUE ERA MÃE

agosto 16th, 2013

Tia querida, nesse minuto penso no seu abraço, no leitinho quente antes de dormir que você me dava, naquele abaju de pedrinha aceso no canto do quarto pra eu não ter medo de dormir sozinha. Penso nas noites em que me metia na sua cama entre você e o tio Edmilson sem o menor pudor. Penso nas broncas, nas nossas conversas intermináveis, nas historias incríveis e engraçadas da sua vida que você me contava repetidas vezes na sua cozinha comendo pão caseiro com café com leite. Penso na suas dicas de etiqueta à mesa, de etiqueta social, até etiqueta no casamento você me ensinou, tudo que uso tanto hoje. E não eram dicas bestas, eram humanas, quase sempre tinham o foco no outro. Você me passou com palavras e ações uma ética solidária e cristã.

Lembro que você fez tudo pra minha primeira comunhão, meu sapatinho pérola, minha bata, meu kit de higiene, sabonete, toalha, shampoo, pra usar só naquele dia, e uma bíblia com uma dedicatória sua pedindo que eu guardasse aqueles dias de fé e de alegria por toda a minha vida. Eu guardei tia, estão aqui vivos dentro do meu peito.

Você chorou tanto quando eu passei no vestibular, vibrou demais com o nascimento da Clarinha, e me ajudou com tudo! E eu te dei tanto trabalho, tia, tanta preocupação!

Quando meu pai morreu , ele foi tão cedo, eu pude perceber menina ainda que tudo acaba, que a vida é breve, e nesse momento percebi que eu só tinha você, e ali nos tornamos amigas, muito amigas. Nunca mais brigamos, só nos ajudamos. Claro, sempre eu precisando mais de você que você de mim.

Quando resolvi vir pro Rio pra seguir meu caminho artístico, e mesmo você sofrendo demais com minha distancia e a da Clarinha, você me deu todo apoio, falou pra eu seguir minha vocação, que você foi muito feliz na sua profissão porque nasceu pra ser enfermeira, e seu eu tinha nascido pra cantar, que cantasse.

Todas as férias da Deusinha, babá da Clara, você vinha pro Rio ficar com ela pra eu poder trabalhar a noite. Rezou muito por mim que eu sei. Lembro muito do seu caderno de oração com fotos de toda família. Você rezava pras pessoas olhando a carinha delas. Me disse que assim a oração era mais forte.

Você sempre pagou minha escola até a faculdade, me dava roupa, sapato, violão, ajuda no aluguel, mas nunca, nunca disse nada pra ninguém, eu agradecia e você me dizia, você é minha filha não me deve nada, eu estou aqui pro que você precisar. Como era bom ouvir isso! Você sempre foi minha segurança. Era generosa em silêncio, nunca se gabou de seus gestos.

Mas tia, de todos os bens que gozei do seu lado, não foram os materiais os mais importantes, mas os valores imperecíveis que você me deu, esses sim , nada no mundo vai apagar de mim, nem o alzheimer, nem a morte. Bens como a fé, a solidariedade, a educação, o respeito, a honestidade, o amor ao próximo, a vocação, o amor aos irmãos, (você dizia que preferia morrer a brigar com um irmão) e a família, apesar de qualquer coisa… Isso sim é minha herança!

Devo tudo a você, tudo. E se tenho um desejo nessa vida, não é o de ser rica e famosa, é de ser boa, boa como você era, e ser só perdão. Sua vida foi um exemplo de desapego, caridade e amor, amor sem reservas. Eu sempre vou te amar, tia, e sei que não estou sozinha neste sentimento.

Que seus irmãos e seus pais que já partiram te recebam, pois se aqui já estamos com saudades, posso imaginar aí no céu.

Obrigada, obrigada, obrigada. Você foi meu anjo nessa vida e que agora está no céu.

Minha, nossa e mãe de todo mundo, Tia Enedina. Que Deus te receba em sua casa.
ah, manda beijos pro Papai, pra tia Bibi, pro tio Padre, Tia Cecília, Tia Jesus, pro Vovô Onofre, Vovó Iaiá e pro Tio Francisco e pro meu padrinho, o tio Carlos.

Um dia nos reencontraremos.
Beijo da sua filha,
Patricia

Resposta às perguntas que estão me fazendo sobre o clipe “FOI DEUS QUEM FEZ VOCÊ”

julho 18th, 2013

1- Como e porque regravar esta canção?

Desde que comprei uma “vitrola”, tenho ouvido muitos vinis antigos, e redescobri esta canção, como outras também. Mas nesse momento tão político, tão violento, e tão transformador no pais e no mundo, achei que nada era mais apropriado que falar de amor. Não um amor banal, mas um amor entre a natureza e os homens onde tudo é divino e natural. Fomos feito só para amar. Essa é a saída. E a canção dizia lindamente tudo isso. Fechado, perfeito.

2-Por que o Clipe em LIBRAS?

Vimos um clipe do Paul McCartney onde a atriz Natalie Portman e o ator Jonnhy Deep interpretam em ASL (American Sign Language) e daí veio a inspiração. Só que estamos no Brasil, então resolvemos fazer em LIBRAS. E nos envolvemos de tal forma que fizemos todo em LIBRAS, por sugestão da Diretora Luíza Trigo, pois percebemos a importância de tornar a canção uma mensagem de amor universal e acessível. Tudo foi se revelando. A intenção era cantar além da voz, era uma demonstração de afeto com gestos, e Libras era a linguagem perfeita pra isso. E assim foi.

3- Você é religiosa?

Sou extremamente religiosa, com muito orgulho e alegria, sempre fui. A fé é quem me salva todo dia. Mas não sou ligada a entidades religiosas, tenho profunda formação católica, filosofia espírita e universalista, e parte da família protestante Batista. Vejo transcendência espiritual em todos os lugares. Principalmente no coração. O amor é minha religião.

4- Você é fluente em LIBRAS?

Não sou fluente, mas gostaria. Fizemos um estudo dirigido orientado por dois professores de LIBRAS, Mônica Cristina e João Henrique Bulhões, que é Surdo. João e Mônica são responsáveis por todos os movimentos. Mônica traduziu tudo e me orientou e ainda acompanhou toda a gravação pra que nenhum movimento fosse errado. Foi tudo feito com muita responsabilidade e respeito.

5- Você fez tudo isso como estratégia de marketing?

Todo artista utiliza a publicidade como meio de se divulgar, ele quer público e aplauso, e quem me disser o contrário pode até fazer arte, mas não é artista. Mas apesar de visar sucesso, nunca faço nada de mentira. Toda ação minha é sincera, é o que eu quero no momento, faço com verdade e não tenho medo das opiniões, dou a cara a tapa, realizo. E vem dando certo, a verdade é fatal. Não vou errar nesta vida por não fazer, vou errar, é claro, mas sempre fazendo. E se estou passando uma mensagem edificante e não estou causando mal às pessoas, sei que é um acerto. Acho que esse clip é sincero e veio num momento oportuno, isso ajuda muito a divulgar, vide o sucesso do vídeo no Youtube.

Ser mulher, uma missão quase impossível!

março 7th, 2013

Mesmo quando criancinha nas brincadeiras de casinha, salão de beleza, médico, escolinha, restaurante, sempre exerci o difícil e responsável papel de mulher. Lembro que ganhava de presente muitas panelinhas, vassouras, maquina de costura… Eu nunca entendi porque os serviços domésticos são tão estimulados nas meninas desde cedo! Duvido que meu irmão ganhasse um balde e um rodo de Natal! Eu ganhei. Ele só ganhava carro, moto, helicóptero… O mais estranho é que minha filha de cinco anos me pediu uma vassoura pequena pra varrer a casa. Só pode ser uma imposição genética! Rs!

Mesmo nas brincadeiras, às vezes foi difícil aceitar a condição limitante de ser mulher: “- Isso não é brincadeira de menina!” “Sai daí, Patricia, aí só tem menino!” Eu achava um absurdo não poder jogar bola com eles, subir em árvore, andar de skate livremente. Isso mudou, claro, mas no meu tempo de menina, era comum esse dilema. Eu me achava capaz de tudo, mas impedida por uma condição de sei lá o quê, de ser mulher… Ainda sinto isso quando entro sozinha em um bar, ou chego desacompanhada numa festa.

Não demorou fiquei adolescente, e o pudor me foi imposto como parte da minha condição feminina. “Menina deve ser discreta, não deve ser muita dada, e jamais pode se declarar apaixonada por um menino, deve esperar que ele se manifeste.” Nunca pude ir a dois aniversários seguidos: ”- Menina, assim você vai virar arroz de festa!”. Muitas regras, muitas limitações para um pobre coração juvenil. E nessa dança de dois pra lá, dois pra cá, eu vi muitas meninas difamadas simplesmente por terem um pouco mais de atitude. Por precaução era melhor seguir as regras, mas eu tinha velada admiração por essas meninas mais ousadas, que vez ou outra, ou quase sempre, eu fui também.

Fui obrigada a aderir precocemente ao sutiã, confesso que até gostei, pois me senti mais velha, e também a compreender todas as precauções da tia que ajudou a me criar, quanto ao comprimento dos shorts, das saias, dos vestidos, por onde andava, e principalmente com quem andava. Eles não tinham medo de drogas, álcool ou coisa do gênero comigo, o medo era outro, o de uma filha perdida e/ou mal falada. Naquele tempo se uma amiga perdesse a virgindade você perdia também por tabela. “Dize-me com quem tu andas…” Eu já era uma moça, lindinha, como minha vó dizia, não deveria chamar muita atenção na rua, correr riscos. Na época eu não tinha noção de quais eram. E hoje me pego fazendo a mesma coisa com minhas filhas que também não veem onde está o tal perigo.

Fui extremamente orientada a não ceder a nenhuma gracinha do namorado. Eu não podia ser fácil, embora muitas vezes tenha sido, e não via mal nenhum em ser. “Filha, homens são caçadores, mulheres que cedem com facilidade perdem a graça.” Era preciso estimular o desejo de compromisso deles através das dificuldades. Ficava indignada com essas verdades, que de vez em quando e até hoje são verdades mesmo.

Meu pai me disse um dia uma frase que me marcou muito. Apesar do seu machismo típico nordestino, o seu pensamento era moderno e libertário: “- Independência é financeira, minha filha!” Ele me disse isso quando eu reclamava querer ser livre pra fazer o que quisesse. E assim ele me fez querer trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro, apesar do desejo inconsciente e alimentado desde pequena, de ser somente esposa, dona de casa e mãe, como a minha mãe.

Eu me tornei cantora e compositora, acho que sempre fui artista. O Compositor é uma profissão na sua maioria de homens. Cantora você pode ser, compositora não. Criar, gerar, parir, algo tão natural ao ser feminino, no meio musical vai até a página dois. Fazer música é coisa de homem, ouvi e ouço isso no silêncio, nos olhares e ironias de alguns colegas diante das minhas obras. Mas não ligo, me supero e me inspiro em mulheres poderosas como Chiquinha Gonzaga. E contrariando aos meus pais, vou a muitas festas e eventos, pois no meio artístico, quem não é visto não é lembrado!

No casamento, não é diferente, a tripla, a quadrupla, a quíntupla jornada, é parte natural na minha vida e na vida de qualquer mulher. Tenho que dar conta de tudo, da casa, dos filhos, das compras, da profissão, e ainda estar bonita, magra, interessante, e interessada. Não é fácil, é exaustivo, mas eu tenho o poder, o poder de uma supermulher. Isso sem contar que tenho que conviver e me dar bem com outras mulheres tão “loucas, alucinadas e maravilhosas” quanto eu. Filha, enteada, amiga, sogra, cunhada, mãe, às vezes dividindo o mesmo homem! Pense numa confusão…

Mas não é só isso que é difícil na vida adulta de mulher-cantora-mãe-casada. Engordar, enrugar, envelhecer, pavor total! Será que vão me trocar por duas de vinte? Oh, ameaça infame!

No casamento conviver com o fantasma da possível traição é dos terrores o pior. Quem nunca teve esse medo que atire a primeira pedra! Desde sempre fui formada pra aceitar o desejo de variedade do homem como algo natural, intrínseco ao seu gênero. O fato é que se isso acontecesse eu teria que entender, perdoar, aceitar e seguir firme em nome de algo maior. “Mulher suporta tudo, minha filha, tem que suportar. Imagina abrir mão de sua família!?” Ah, tia, não me exija tanta maturidade!

Como muitas mulheres, eu também já enfrentei uma separação e tudo que a inclui. Uma mulher jovem, bonita, que tem seu trabalho, seus planos, seus filhos e seu brilho, não fica bem ser separada, uma nova solteira no “mercado”! A não ser que abra mão de sua sexualidade, ai sim, vira uma santa mulher. Não ter mais marido é algo que ainda gera dúvidas e desrespeito. É bom ter um companheiro, muito bom, mas não deveria ser algo obrigatório. Uma mulher independente, bonita e sozinha é sempre fascinante e uma ameaça às famílias, a moral e aos bons costumes. É ou não é, me diga?

E os meus desejos carnais como ficam? Nem vamos tocar neste assunto, é impuro, é antinatural! Me levaria pra boca do povo, pros tribunais, pro mármore do inferno. Às vezes acho que ser mulher é algo sobre-humano.

Humores, hormônios, TPM, ciúmes, possessividade, sensibilidade exacerbada são tão naturais pra mim! E levar tudo isso misturado ao trabalho, aos filhos, a família, e a mim mesma… Eu sou o máximo! Às vezes nem eu me aguento de tanto orgulho!

Bom, falei muito das minhas superações, dos perrengues de ser mulher, que na verdade no dia a dia eu vivo tudo isso e nem percebo, mas esqueci de falar dos orgasmos múltiplos. São múltiplos e generalizados. Ser mãe é algo indescritível, renovador, ser mulher e ter esse sexto sentido que apreende, percebe e se adianta, é mágico, ser alguém que cuida, ama, gera dentro de si tanta poesia, e que tem coragem e força naturalmente pra enfrentar a vida, é algo de Deus, só pode ser. E dar conta de tanta coisa ao mesmo tempo e ainda ser linda por dentro e por fora, só sendo uma deusa legítima. E se me perguntar se eu quero ser homem na outra encarnação:

– Eu não, nem pensar, adoro ser mulher.

Parabéns, mulheres, pelo nosso dia!

AGRADECIMENTO – 20 ANOS DE CARREIRA

dezembro 11th, 2012

Me pediram pra postar o texto de agradecimento do meu show do dia 08 na Sala Baden, então aqui está!

AGRADECIMENTO

Peço licença e a atenção de vocês, pois hoje é dia de agradecer. E muito. Não só a este show, mas aos 20 anos de carreira. Carreira não, gente, “caminho”! Um longo caminho, cheio de morros, curvas e percalços, mas também maravilhoso, que só me deu força e sabedoria.

Agradeço profundamente por ser do Piauí, com tudo que o compõe, aos meus pais, meus irmãos, a minha Tia que me criou que me deu a fé de presente. E Agradeço ao Rio de Janeiro que me recebeu de braços abertos, e me recebe todo dia cada vez mais.

Agradeço aos anos de cantora da noite, aos bailes, que me deu tanta experiência e muitos amigos, esses amigos, meus anjos, que me deram e me dão muito. Amigos como Márcio Paschoal, Penha, Sérgio Natureza, Tunai, Bete Caligaris, Michael Sullivan, Alexia Maltner, Daniel Leite, Verinha Queirós, Zeca Baleiro, Marcelo Miranda, João Claudio, Sonia de Paula, Moisés Chaves, Geraldo Brito, Rivanildo Feitosa, Aurélio Melo, Karla Fassini, Kenia Vida, Alessandra Cardoso, Tony Pelosi, Maria Olivia, Rose Serra, João Pinheiro, Cleo Boechat, Danny Reis, Fábio Zambroni, Claudinha Martelotta, Denilson Santos, Marcone Simões, Shirley Cardoso, Sarinha Portella, Bianca Lucenet, Crikka Amorim, Magali, a todos os amigos da oficina de literatura, aos amigos do Porto Aberto… Aí! São tantos amigos, que se eu for falar de todos não vou acabar hoje. Definitivamente eu não sou uma pessoa de poucos amigos! Agradeço também às criticas que de uma forma ou de outra, sempre foram positivas.

Agradeço as babás da minha vida, Marina, Celi e Deusinha, pessoas que cuidaram e cuidam das minhas filhas pra que eu possa trabalhar, agradeço a minha manicure e psicóloga, Maria, às minhas filhas e enteadas, Clara, Nina Luiza e Mariana, pessoas muito bonitas que me humanizam todo dia. A minha afilhadinha Sabrina, ao meu afilhadinho Henrique Filho. Agradeço ao meu marido, homem que tem as melhores qualidades do mundo pra mim, é bom pai, sensível e generoso, e eu desconfio que ele me ama! Rs! E agradeço a toda a Família Trigo que hoje é a minha família também.

Mas voltando ao trabalho, eu tenho hoje pessoas incríveis ao meu lado, como minha produtora executiva incansável, meu ouvido, minha amiga, Dárcy Mendonça. Meu divulgador de rádio o mais poderoso deste país, por que ele conseguiu tocar minhas músicas em todas as rádios relevantes, Guto Azevedo. Ao melhor divulgador virtual do mundo, Beto Feitosa, meu amigo e parceiro diário, a assessora de imprensa mais competente e querida, Alice Fernandes, agradecer ao meu selo Saladesom, e aos defensores dos meus direitos autorais André Agra e Fernanda Freitas. E agradeço também toda divulgação da imprensa falada, escrita, e televisionada.

Mas não existe música sem os músicos. Sou grata aos dez anos que passei ao lado do grande músico e arranjador e amigo, Marcelo Nami, fizemos 2 cds lindos, indicados a prêmios. E hoje neste cd de tão grande repercussão pra mim, eu tenho que agradecer a parceria de Felipe Eyer que assina os arranjos, violões e guitarras, e que hoje está no palco comigo ao lado dos talentosos músicos e amigos, Gustavo Corsi, Zé Leal e Caíque Vandera. Mas agradeço também a todos os outros músicos que tocaram comigo e engrandeceram meu trabalho.

Agradeço a iluminação de Luiz Palco Neném que generosamente veio inaugurar essa parceria com a gente, o som do gentil e paciente Fernando Capão, ao Paulo Gustavo e ao Naldo. A assistente de produção e guardiã dos cds a venda , Marina Beira, e todos do Teatro Baden Powell, Grace Rial, Fábio, Rosilda. E a Burburinho Cultural por confiar em mim, especialmente ao Richard.

E não posso esquecer as rádios MPB FM, A Sulamerica Paradiso e a grande JB FM, que este ano foram imprescindíveis, e que me colocam na boca do povo. Mas hoje especialmente quero agradecer a promoção e o apoio da Rádio Roquette Pinto, uma rádio pública que sabe o que toca, que gosta de música boa, respeita e “toca” os artistas independentes.

E quero agradecer ao Diretor Geral deste espetáculo, Márcio Trigo. E a participação deste grande artista Gilsinho Portela, mas meu novo amigo de infância.
Meu agradecimento final é para os meus fãs, que são a razão de tudo. Quando recebo mensagens carinhosas nas redes sociais, fico tão feliz que chego a chorar. Essa relação pode até ser virtual, mas é muito próxima e verdadeira, São vocês que me ajudam a seguir em frente.
Muito obrigada, muito obrigada, muito obrigada…

Bom show a todos.